terça-feira, 12 de outubro de 2010

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

VIAGEM Á CIDADE MISTERIOSA

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Podem ver as imagens do primeiro Campo de Férias 2010, "Viagem à cidade misteriosa"

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Campo de férias. ROTEIRO 2010

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Aqui estão as imagens para ver e/ou recordar os bons momentos do Campo de Férias "ROTEIRO" - 2010

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Caminho Português de Santiago

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Aqui está o vídeo do Caminho português de Santiago, 2010, dos Missionários Claretianos.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

terça-feira, 15 de junho de 2010

quinta-feira, 10 de junho de 2010

segunda-feira, 12 de abril de 2010

DIA MUNDIAL DE ORAÇÃO PELAS VOCAÇÕES


MENSAGEM DO SANTO PADREPARA O 47º DIA MUNDIAL DE ORAÇÃO PELAS VOCAÇÕES


(25 DE ABRIL DE 2010 - IV DOMINGO DE PÁSCOA)


Tema: O testemunho suscita vocações.


Veneráveis Irmãos no Episcopado e no Sacerdócio,Amados Irmãos e Irmãs!


O 47º Dia Mundial de Oração pelas Vocações, que será celebrado no IV Domingo de Páscoa – Domingo do «Bom Pastor» –, a 25 de Abril de 2010, oferece-me a oportunidade de propor à vossa reflexão um tema que quadra bem com o
Ano Sacerdotal: O testemunho suscita vocações. De facto, a fecundidade da proposta vocacional depende primariamente da acção gratuita de Deus, mas é favorecida também – como o confirma a experiência pastoral – pela qualidade e riqueza do testemunho pessoal e comunitário de todos aqueles que já responderam ao chamamento do Senhor no ministério sacerdotal e na vida consagrada, pois o seu testemunho pode suscitar noutras pessoas o desejo de, por sua vez, corresponder com generosidade ao apelo de Cristo. Assim, este tema apresenta-se intimamente ligado com a vida e a missão dos sacerdotes e dos consagrados. Por isso, desejo convidar todos aqueles que o Senhor chamou para trabalhar na sua vinha a renovarem a sua fidelidade de resposta, sobretudo neste Ano Sacerdotal que proclamei por ocasião dos 150 anos de falecimento de São João Maria Vianney, o Cura d’Ars, modelo sempre actual de presbítero e pároco.

Já no Antigo Testamento os profetas tinham consciência de que eram chamados a testemunhar com a sua vida aquilo que anunciavam, prontos a enfrentar mesmo a incompreensão, a rejeição, a perseguição. A tarefa, que Deus lhes confiara, envolvia-os completamente, como um «fogo ardente» no coração impossível de conter (cf. Jr 20,9), e, por isso, estavam prontos a entregar ao Senhor não só a voz, mas todos os elementos da sua vida. Na plenitude dos tempos, será Jesus, o enviado do Pai (cf. Jo 5,36), que, através da sua missão, testemunha o amor de Deus por todos os homens sem distinção, com especial atenção pelos últimos, os pecadores, os marginalizados, os pobres. Jesus é a suprema Testemunha de Deus e da sua ânsia de que todos se salvem. Na aurora dos novos tempos, João Baptista, com uma vida gasta inteiramente para preparar o caminho a Cristo, testemunha que, se cumprem, no Filho de Maria de Nazaré, as promessas de Deus. Quando O vê chegar ao rio Jordão, onde estava a baptizar, João indica-O aos seus discípulos como «o cordeiro de Deus, aquele que tira o pecado do mundo» (Jo 1,29). O seu testemunho é tão fecundo que dois dos seus discípulos, «ouvindo o que ele tinha dito, seguiram Jesus» (Jo 1,37).


Também a vocação de Pedro, conforme no-la descreve o evangelista João, passa pelo testemunho de seu irmão André; este, após ter encontrado o Mestre e aceite o seu convite para permanecer com Ele, logo sente necessidade de comunicar a Pedro aquilo que descobriu «permanecendo» junto do Senhor: «“Encontrámos o Messias” (que quer dizer Cristo). E levou-o a Jesus» (Jo 1,41-42). O mesmo aconteceu com Natanael – Bartolomeu –, graças ao testemunho doutro discípulo, Filipe, que cheio de alegria lhe comunica a sua grande descoberta: «Acabámos de encontrar Aquele de quem escreveu Moisés na Lei e que os Profetas anunciaram: é Jesus, o filho de José, de Nazaré» (Jo 1,45). A iniciativa livre e gratuita de Deus cruza-se com a responsabilidade humana daqueles que acolhem o seu convite, e interpela-os para se tornarem, com o próprio testemunho, instrumentos do chamamento divino. O mesmo acontece, ainda hoje, na Igreja: Deus serve-se do testemunho de sacerdotes fiéis à sua missão, para suscitar novas vocações sacerdotais e religiosas para o serviço do seu Povo. Por esta razão, desejo destacar três aspectos da vida do presbítero, que considero essenciais para um testemunho sacerdotal eficaz.


Elemento fundamental e comprovado de toda a vocação ao sacerdócio e à vida consagrada é a amizade com Cristo. Jesus vivia em constante união com o Pai, e isto suscitava nos discípulos o desejo de viverem a mesma experiência, aprendendo d’Ele a comunhão e o diálogo incessante com Deus. Se o sacerdote é o «homem de Deus», que pertence a Deus e ajuda a conhecê-Lo e a amá-Lo, não pode deixar de cultivar uma profunda intimidade com Ele e permanecer no seu amor, reservando tempo para a escuta da sua Palavra. A oração é o primeiro testemunho que suscita vocações. Tal como o apóstolo André comunica ao irmão que conheceu o Mestre, assim também quem quiser ser discípulo e testemunha de Cristo deve tê-Lo «visto» pessoalmente, deve tê-Lo conhecido, deve ter aprendido a amá-Lo e a permanecer com Ele.


Outro aspecto da consagração sacerdotal e da vida religiosa é o dom total de si mesmo a Deus. Escreve o apóstolo João: «Nisto conhecemos o amor: Jesus deu a sua vida por nós, e nós devemos dar a vida pelos nossos irmãos» (1 Jo 3,16). Com estas palavras, os discípulos são convidados a entrar na mesma lógica de Jesus que, ao longo de toda a sua vida, cumpriu a vontade do Pai até à entrega suprema de Si mesmo na cruz. Manifesta-se aqui a misericórdia de Deus em toda a sua plenitude; amor misericordioso que derrotou as trevas do mal, do pecado e da morte. A figura de Jesus que, na Última Ceia, Se levanta da mesa, depõe o manto, pega numa toalha, ata-a à cintura e Se inclina a lavar os pés aos Apóstolos, exprime o sentido de serviço e doação que caracterizou toda a sua vida, por obediência à vontade do Pai (cf. Jo 13,3-15). No seguimento de Jesus, cada pessoa chamada a uma vida de especial consagração deve esforçar-se por testemunhar o dom total de si mesma a Deus. Daqui brota a capacidade para se dar depois àqueles que a Providência lhe confia no ministério pastoral, com dedicação plena, contínua e fiel, e com a alegria de fazer-se companheiro de viagem de muitos irmãos, a fim de que se abram ao encontro com Cristo e a sua Palavra se torne luz para o seu caminho. A história de cada vocação cruza-se quase sempre com o testemunho de um sacerdote que vive jubilosamente a doação de si mesmo aos irmãos por amor do Reino dos Céus. É que a presença e a palavra de um padre são capazes de despertar interrogações e de conduzir mesmo a decisões definitivas (cf.
João Paulo II, Exort. ap. pós-sinodal Pastores dabo vobis, 39).

Um terceiro aspecto que, enfim, não pode deixar de caracterizar o sacerdote e a pessoa consagrada é viver a comunhão. Jesus indicou, como sinal distintivo de quem deseja ser seu discípulo, a profunda comunhão no amor: «É por isto que todos saberão que sois meus discípulos: se vos amardes uns aos outros» (Jo 13,35). De modo particular, o sacerdote deve ser um homem de comunhão, aberto a todos, capaz de fazer caminhar unido todo o rebanho que a bondade do Senhor lhe confiou, ajudando a superar divisões, sanar lacerações, aplanar contrastes e incompreensões, perdoar as ofensas. Em
Julho de 2005, no encontro com o Clero de Aosta, afirmei que os jovens, se virem os sacerdotes isolados e tristes, com certeza não se sentirão encorajados a seguir o seu exemplo. Levados a considerar que tal possa ser o futuro de um padre, vêem aumentar a sua hesitação. Torna-se importante, pois, realizar a comunhão de vida, que lhes mostre a beleza de ser sacerdote. Então, o jovem dirá: «Isto pode ser um futuro também para mim, assim pode-se viver» (Insegnamenti, vol. I/2005, 354). O Concílio Vaticano II, referindo-se ao testemunho capaz de suscitar vocações, destaca o exemplo de caridade e de fraterna cooperação que devem oferecer os sacerdotes (cf. Decreto Optatam totius, 2).

Apraz-me recordar o que escreveu o meu venerado predecessor
João Paulo II: «A própria vida dos padres, a sua dedicação incondicional ao rebanho de Deus, o seu testemunho de amoroso serviço ao Senhor e à sua Igreja – testemunho assinalado pela opção da cruz acolhida na esperança e na alegria pascal –, a sua concórdia fraterna e o seu zelo pela evangelização do mundo são o primeiro e mais persuasivo factor de fecundidade vocacional» (Pastores dabo vobis, 41). Poder-se-ia afirmar que as vocações sacerdotais nascem do contacto com os sacerdotes, como se fossem uma espécie de património precioso comunicado com a palavra, o exemplo e a existência inteira.

Isto aplica-se também à vida consagrada. A própria existência dos religiosos e religiosas fala do amor de Cristo, quando O seguem com plena fidelidade ao Evangelho e assumem com alegria os seus critérios de discernimento e conduta. Tornam-se «sinais de contradição» para o mundo, cuja lógica frequentemente é inspirada pelo materialismo, o egoísmo e o individualismo. A sua fidelidade e a força do seu testemunho, porque se deixam conquistar por Deus renunciando a si mesmos, continuam a suscitar no ânimo de muitos jovens o desejo de, por sua vez, seguirem Cristo para sempre, de modo generoso e total. Imitar Cristo casto, pobre e obediente e identificar-se com Ele: eis o ideal da vida consagrada, testemunho do primado absoluto de Deus na vida e na história dos homens.


Fiel à sua vocação, cada presbítero, cada consagrado e cada consagrada transmite a alegria de servir Cristo, e convida todos os cristãos a responderem à vocação universal à santidade. Assim, para se promoverem as vocações específicas ao ministério sacerdotal e à vida consagrada, para se tornar mais forte e incisivo o anúncio vocacional, é indispensável o exemplo daqueles que já disseram o próprio «sim» a Deus e ao projecto de vida que Ele tem para cada um. O testemunho pessoal, feito de opções existenciais e concretas, há-de encorajar, por sua vez, os jovens a tomarem decisões empenhativas que envolvem o próprio futuro. Para ajudá-los, é necessária aquela arte do encontro e do diálogo capaz de os iluminar e acompanhar sobretudo através do exemplo de vida abraçada como vocação. Assim fez o Santo Cura d’Ars, que, no contacto permanente com os seus paroquianos, «ensinava sobretudo com o testemunho da vida. Pelo seu exemplo, os fiéis aprendiam a rezar» (
Carta de Proclamação do Ano Sacerdotal, 16/06/2009).

Que este Dia Mundial possa oferecer, uma vez mais, preciosa ocasião para muitos jovens reflectirem sobre a própria vocação, abrindo-se a ela com simplicidade, confiança e plena disponibilidade. A Virgem Maria, Mãe da Igreja, guarde o mais pequenino gérmen de vocação no coração daqueles que o Senhor chama a segui-Lo mais de perto; faça com que se torne uma árvore frondosa, carregada de frutos para o bem da Igreja e de toda a humanidade. Por esta intenção rezo, enquanto concedo a todos a Bênção Apostólica.


Vaticano, 13 de Novembro de 2009.


BENEDICTUS PP. XVI

segunda-feira, 1 de março de 2010

Carta de Juan Carlos - Março 2010

Deserto vocacional

Caros amigos e amigas:

Quem se dedica à animação vocacional na América e na Europa sabe o que é o deserto vocacional: é a nossa paisagem quotidiana. Há já algumas décadas que cultivamos em terreno pedregoso, onde a colheita se resume a quase nada. Por vezes, deambulamos sem mapa nem bússula, outras vezes , sem forças nem motivos.
Uma aridez asfixiante seca os nossos entusiasmos mais resistentes. Não recolhemos frutos razoáveis, de acordo com a sementeira, que em muitos lugares foi abundante. «De cima» não chega nada. Os milagres não existem. Cansados de semear por areias tão escaldantes e com escassos oásis..., vão florescendo as tentações. Não são três, são muitas: abandonar a pastoral vocacional; acusar quem quer que seja (os jovens, os nossos irmãos de caminho, a sociedade, o governo...); culpabilizarmo-nos pensando que somos uma geração sem valor, e talvez estejamos a escrever a página mais medíocre da história claretiana; questionamo-nos sobre a nossa própria vocação.
Esquecemo-nos que o deserto é o lugar onde começa toda a aventura espiritual digna desse nome. Basta mergulhar na bíblia para o descobrir. Foi lá que Jesus começou o seu ministério vocacional. A espiritualidade do deserto, para quem sabe esperar é mais fecunda do que possamos imaginar. Mas não é automática. A liturgia da quaresma ensina-nos a descobrir esta forma de paciência. A quem sabe aguentar, o deserto revela o seu segredo: «o significado último do deserto é criar sede» (Saint Exupery). É o laboratório onde a vulnerabilidade, a tentação e a prova, se transformam numa saudável purificação da nossa eficácia. Ali purificam-se as intenções. O deserto leva-nos ao essencial, centra-nos no único necessário.
Quem ajudará os nossos animadores de pastoral vocacional a entender que o deserto tem saída? Quem, entre eles, acredita que uma sã dieta de deserto é imprescindível para fazer pastoral vocacional a partir do coração de Deus… para confiar, para fazer a sua obra e não a nossa…? Mas atenção. O deserto acaba com tudo o que não seja autêntico: ou cura ou… mata!
Por isso e apesar de tudo não digamos mal do deserto. Foi lá que se curtiram os profetas de ontem e de hoje. Não façamos mudanças.
A animação vocacional exige uma longa paciência e o desalento é a maior cobardia. É tempo de resistir. Não podemos deixar que a secura ou a falta de frutos imediatos nos detenham. Não acreditamos em Jesus que lutou no deserto e dali saiu vivo e inteiro com a força do Espírito? Será que nos deixamos manipular por uma cadeia de decepções? Sim, é verdade: os que dizem que perdem a fé, é porque nunca a tiveram. E os que perdem a fé nesta tarefa é porque nunca a valorizaram devidamente.
Trabalhar pelo êxito, trabalhar pelo prémio é apodrecer. Sim, é bom que o prémio chegue de vez em quando, pois o coração humano é de carne e não de aço. Mas nós deveríamos viver como as chamas, que nunca perguntam se é importante o que estão a queimar.

Vosso amigo

Juan Carlos, cmf

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

PASCOA JOVEM 2010

PÁSCOA JOVEM ´10

Os Missionários Claretianos convidam-te a participar na PÁSCOA JOVEM, durante a Semana Santa. Terás a possibilidade, juntamente com outros jovens, de entender, viver e celebrar a Vida, penetrando na densidade do mistério de Cristo.

Quinta das Tílias. 29 de Março a 1 de Abril

INÍCIO: 29 de Março às 15H00
FIM: 1 de Abril depois do almoço.


Valor: 27.00 euros (a pagar à chegada).

Limite de inscrição: 20 de Março.


Material a trazer: Bíblia, Caderno e esferográfica. Material de higiene, Saco Cama ou lençóis, vontade de dar o teu melhor...

Como se inscrever:
P. Joaquim Maia
quimcmf@gmail.com

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Encontro Ibérico de Taizé no Porto

Ao encontro das fontes da alegria

Éramos nove de entre mais de seis mil jovens. Nove desconhecidos vindos do Cacém que se juntaram numa carrinha para fazer os 325 quilómetros até ao Porto. O objectivo? Ir ao encontro das fontes da alegria! O veículo? A comunidade ecuménica de Taizé! No regresso, éramos 9 ‘irmãos’ com algo para partilhar…



Aqui não importa a cor, raça, língua ou confissão cristã! Como dizia a jovem Ana Afonso, de 22 anos, uma dos nove, quando à nossa frente um rapaz cego cantava os cânticos com tanto ou maior entusiasmo que os restantes: “Aqui nem é preciso ver, basta sentir!”. A VOZ DA VERDADE juntou-se a este grupo de jovens e partiu também rumo à cidade do Porto, para o Encontro Ibérico organizado pela Comunidade de Taizé.

O que Taizé trouxe ao Porto…Tirando o facto de mais de seis mil jovens andarem pelas ruas da cidade invicta e demonstrarem a sua paixão por Jesus Cristo, o que Taizé trouxe ao Porto não foi nada de visível mas de muito espiritual.Tirando o facto de mais de seis mil jovens cantarem e rezarem em plenos pulmões o porquê de estarem ali, o que Taizé trouxe ao Porto foi um silêncio ensurdecedor.Tirando o facto de estarem mais de 25 países representados e muitas línguas diferentes, o que Taizé trouxe ao Porto foi uma língua universal: a de Cristo.

E o que Lisboa trouxe ao Porto?Muitos quilómetros depois, os nove lisboetas do Cacém lá chegaram à cidade do Porto. Fomos recebidos com um tempo que ameaçava chover e com “um calor fresquinho”, como amavelmente o apelidou Ana Lúcia, uma jovem da paróquia de Pedroso, em Vila Nova de Gaia. Depois do ‘check in’ no Pavilhão do FC Porto, a viagem tinha como novo destino a paróquia de Pedroso. O objectivo: saber onde iríamos ficar e com quem. A espera foi breve e rapidamente chegou ao fim. A Ana e eu ficámos em casa de um casal muito amoroso, a dona Olinda e o senhor Joaquim Fonseca, em Alheira.Feitas as (muito) curtas apresentações estava na altura de voltar ao Dragão-Caixa e na oração da noite, o irmão Alois, prior da Comunidade de Taizé, fez questão de relembrar o Encontro Europeu de Lisboa em 2004, como reforço da hospitalidade portuguesa que todos já tínhamos vivido momentos antes.Com base na “Carta da China”, escrita pelo próprio numa visita àquele país asiático, em Novembro, o irmão Alois mostrava-se atento ao que passava no mundo e na sua reflexão afirmava: “Em cada coração humano há a expectativa de ser amado e de amar”. Amor esse que é a água da vida da qual Jesus falava à mulher samaritana do Evangelho que tinha sido acabado deler: “Quem bebe desta água, quem acolhe este amor, não voltará a ter sede”, concluía o irmão Alois. Tudo isto é possível porque ‘Deus é amor: atreve-te a viver no amor. Deus é amor. Nada há a temer’.A oração só terminou depois do momento de adoração da cruz, em que os participantes são convidados a ajoelharem-se perante a cruz e encostarem a sua testa. Deste modo poderiam confiar a Cristo os seus próprios fardos e o sofrimento do mundo. Quando coloquei a minha testa na cruz, todo o pavilhão pareceu desaparecer. O silêncio tomou conta de mim. Já não ouvia mais os cânticos que a multidão cantava. Este silêncio só foi interrompido por um soluçar, um soluçar de alguém que como eu estava a desabafar com Cristo e que rapidamente se tornou num choro abundante. Esse choro foi também contagiante e rapidamente as lágrimas me escorreram pelo rosto.

Escolher a simplicidade de vida. Domingo, Dia dos Namorados, iniciou-se com a Eucaristia no Mosteiro de Pedroso. Após a celebração eucarística, era tempo de celebrar o amor de Deus pelos jovens com um workshop sobre a Unidade Cristã. Na Igreja do Mirante, uma Igreja Metodista no centro do Porto, o workshop transmitiu um olhar sobre as várias confissões cristãs. Animado pelo bispo D. Sifredo, da Igreja Metodista, e pelo padre e missionário espiritano Tony Neves. Uma forma de celebrar o Ecumenismo, usando a ‘bandeira’ de Taizé, onde protestantes, ortodoxos, metodistas, católicos eoutros mais, rezam em conjunto. Um diálogo por vezes difícil mas que segundo os oradores é necessário e é o caminho que deve ser seguido.De novo no Dragão-Caixa, um olhar para a sociedade cada vez mais informatizada. Num mundo onde são muitas as vozes que sobre nós recaem é importante distinguir a voz de Deus por entre todas essas. “Porque será que a riqueza material é frequentemente acompanhada de um fechar-se sobre si mesmo, com uma perda da verdadeira comunicação? Apresenta-se então para muitos de nós este forte compromisso: escolher a simplicidade de vida”, assegura o irmão Alois. Uma simplicidade que foi constante ao longo dos quatro dias do encontro. O luxo e a riqueza não tinham lugar nesta cidade do Porto, que se tornou n‘O reino de Deus é um reino de paz, justiça e alegria. Senhor, em nós vem abrir, as portas do teu Reino’.Foi também tempo para a oração pelo povo do Haiti. Em Taizé o apelo chegou através da carta de um jovem haitiano, o Richard, no dia 21 de Janeiro. Um dos momentos altos do encontro, ao qual se seguiu uma imensa salva de palmas.

Jovens convidados a serem missionários do Evangelho. Segunda-feira foi tempo para um pequeno desvio ao programa da organização. Depois da oração da manhã e da reflexão, os jovens acolhidos na paróquia de Pedroso foram fazer trabalho comunitário. Uns foram levar a refeição às famílias mais carenciadas, outros foram levar a comunhão aos doentes da freguesia. “Espantoso o facto de como as pessoas mais idosas e menos lúcidas ainda conseguirem rezar o Pai-Nosso e traçar sobre eles o sinal da cruz”, comentava Sílvia Martins, uma jovem vinda de Coimbra e que comemorava neste dia o seu 17º aniversário. Um hábito que para dona Olinda, nossa ‘mãe adoptiva’ durante o encontro e ministra extraordinária da comunhão, é como “levar um pouco de luz e felicidade aos doentes”, porque ‘O auxílio virá do Senhor, do Senhor o nosso Deus, que fez o céu e a terra, o céu e a terra’.Depois de um almoço partilhado no centro social de Pedroso, chegou a altura do último dia de orações no Dragão-Caixa. O peso era cada vez maior sobre o ombro dos jovens, pois é deles o futuro. O irmão Alois desafiava então todos os participantes a transmitir aos outros a confiança em Deus, para que coloquem o Evangelho em prática e o mostrem aos amigos. ”Todos conhecem jovens da vossa idade que, entrando na vida adulta, perdem a sua relação com a comunidade cristã, não necessariamente devido a uma decisão amadurecida, mas por causa de um simples encadeamento de circunstâncias. Será que são capazes de ir ter com eles e de procurar com eles como renovar uma ligação à fé?”, desafiava o irmão Alois.Os jovens devem ser “missionários do Evangelho na vida quotidiana”, completava o irmão Alois. Uma tarefa difícil é certo, mas com Deus tudo é possível, porque: ‘A alma que anda no amor nem cansa nem se cansa’.




A festa da Luz. Todos os domingos são domingos de Páscoa em Taizé. Celebra-se a festa da Luz. No Porto, o domingo chegou na segunda-feira… cinco crianças acenderam as suas velas no sírio e começaram a espalhar a luz de Cristo pelos participantes. Em poucos minutos todo o recinto do Dragão-Caixa estava iluminado apenas pela luz que emanava das velas.Apesar de não estar previsto, houve lugar a mais uma adoração da Cruz, motivada pela forma tão acolhedora como a cidade do Porto acolheu os irmãos de Taizé, algo que era visível no sorriso estampado no rosto do irmão Alois. Nesta altura comentei para quem estava ao meu lado: “vou cometer uma loucura!”. Dito isto, levanto-me e chego perto do irmão Alois, do bispodo Porto e do irmão David. De todos recebi a bênção e D. Manuel Clemente diz-me algo que nunca irei esquecer: “Que Deus realize grandes obras através de ti”.Outro cântico de Taizé recorda: ‘De noite iremos em busca da fonte de água viva. Só nos guia a nossa sede, só nossa sede nos guia’. Foi essa sede de Cristo que foi saciada. No final uma certeza: os nove jovens desconhecidos que vieram do Cacém tornaram-se ‘irmãos’ e juntos encontraram as fontes da alegria. Voltámos os nove para Lisboa com o objectivo de fazer com que essas fontes transbordem na diocese.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

uma noite com os sem abrigo de Lisboa


Na passada Quinta-feira participei com o Grupo de Jovens da Agualva (GJA) numa noite com os sem abrigo da cidade de Lisboa.
Nas duas carrinhas transportávamos alimentos (sopa, sandes, bolos, fruta, chá e leite) e roupas.
Vagueamos pelas ruas repetindo várias vezes a mesma pergunta: “boa noite, quer comer alguma coisa”.
Encontramos pessoas de todas as raças, de todas as idades, de ambos os sexos, com várias necessidades…
Este trabalho realiza-se todas as terceiras quintas-feiras de cada mês.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Dos que estão em Angola

Olá!!!

Aqui estamos para enviar uma rápida mensagem...

De facto, tem sido difícil aceder à net. Até agora tudo tem corrido acima do previsto, e muito bem.

Obrigado pelas mensagens enviadas. Na mala já estão armazenadas toneladas de fotografias e experiências para podermos partilhar.

A hora de regresso está marcada e em breve já nos encontraremos.

Um abraço de todos nós para vocês que nos acompanham nesta aventura em terras angolanas.